segunda-feira, 13 de abril de 2009

No Domingo de Páscoa, Maicosuel comemora doce sabor do chocolate

Gustavo Rotstein/GLOBOESPORTE.COM Gustavo Rotstein/GLOBOESPORTE.COM

Maicosuel comemora em família mais uma bela atuação pelo Botafogo

Com 1,78 metro e 59 quilos, Maicosuel não tem o biótipo de um atleta. Por isso, promete comer sem culpa muitos pedaços de chocolate neste Domingo de Páscoa. E o sabor é ainda mais especial depois dos dois gols que marcou na goleada do Botafogo por 4 a 0 sobre o Vasco, no último sábado, que garantiu a equipe na final da Taça Rio. Em entrevista concedida no hotel onde mora, na Zona Sul do Rio de Janeiro, o camisa 10 falou que, aos poucos, vem sentindo cada vez mais o doce gosto de disputar clássicos e partidas decisivas, algo que, mesmo tendo passado por Cruzeiro e Palmeiras, não havia conseguido.

O jogador de 22 anos comemorou o bom momento ao lado da mulher, Mari, da filha Eduarda, de 1 ano e 2 meses, e da enteada Roberta, de 6 anos. No entanto, lembra que o Botafogo, o qual considera uma família, ocupa uma parcela fundamental para o que, segundo ele, é o seu melhor momento.

O dia seguinte

Dormi muito pouco, apenas durante quatro horas, mas foi uma das minhas melhores noites, pois é uma partida que ficará marcada para mim. Ainda estou com aquela adrenalina do jogo. Desse jeito é até gosto ficar sem dormir.

Momento

  • Aspas

    Hoje, provei que sou capaz de fazer minha história, e ninguém mais está inseguro em relação a mim."

Não esperava que os resultados aparecessem tão rapidamente. Sei do meu potencial e vim para o Botafogo porque sabia que poderia mostrar meu futebol. Este é o meu melhor início de temporada, muito porque o Botafogo me aceitou da melhor maneira possível. Essa família que existe me ajudou a carregar o peso de vestir uma camisa tão importante. Acho que o estilo de jogo do futebol carioca também contribuiu. Não existe uma marcação cerrada, como em outros estados.

Título

Só ficaremos marcados na história do Botafogo se conquistarmos títulos. Nossa equipe tem poucos jogadores consagrados e sabemos o que as conquistas representarão para o futuro profissional de cada um. Vai ser um marco se formos campeões cariocas vencendo também o segundo turno.

Emoção de disputar clássicos e decisões

Não joguei muitos clássicos e agora estou tendo essa oportunidade. É algo diferente de tudo. O lado emocional é importante, você fica ansioso para entrar em campo e saber quantas pessoas estão no estádio. Estou realizando um sonho não apenas meu, mas do meu pai, que sempre quis me ver jogar no Maracanã.

Drible em Paulo Sérgio no primeiro gol sobre o Vasco

Foi a maneira que encontrei para fugir da marcação, mesmo tendo jogado para a minha perna esquerda, que não é a melhor. Já fiz aquele drible algumas vezes. Vem do futsal, que joguei até os 14 anos. Na minha infância, quando jogava pelada não tocava para ninguém, e por isso era chamado de fominha. Mas esse individualismo é importante. Não estou ali para fazer graça, é preciso ser objetivo. Num clássico, se você não arrisca uma jogada individual o gol não sai.

Artilharia do Campeonato Carioca

É algo novo para mim. Quando os nossos atacantes não marcam, eu vou comendo pelas beiradas. Mas o importante é que o Botafogo está vencendo.

Fim da sombra de Lucio Flavio

Cheguei com a incumbência de vestir a camisa 10 e substituir um jogador muito importante para o Botafogo. Sabia que era um obstáculo que precisava vencer e mostrar segurança à torcida. A cobrança era muito grande, principalmente porque cheguei num momento difícil. Hoje, provei que sou capaz de fazer minha história, e ninguém mais está inseguro em relação a mim.


Domingo de Páscoa
Vou passar o dia com minha família aqui no Rio, descansar bastante e assistir ao Fla-Flu para estudar nosso próximo adversário. Como sou magro, posso comer chocolate à vontade.

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