domingo, 19 de abril de 2009

Alessandro quer acabar com tabu de não vencer o Fla em decisões

André Durão /GLOBOESPORTE.COM

Alessandro quer comemorar o título carioca sobre o rival Flamengo

Nos dois últimos anos, o Botafogo fez excelentes campanhas nos Estaduais, mas acabou sendo derrotado nas finais para o Flamengo. Agora, em 2009, o Alvinegro pode conquistar o caneco de forma antecipada se vencer o rival no confronto deste domingo, às 16h, no Maracanã. Para o lateral-direito Alessandro, o momento é o de passar por cima de qualquer tabu para ser campeão.

- Deu a lógica na competição. Chegaram duas equipes competitivas. Agora é lutar para conseguir esse título e acabar com essa cisma de que a gente não ganha deles - afirmou.

Para o lateral, a rivalidade entre Flamengo e Botafogo cresceu nos últimos anos e se tornou uma das mais acirradas do futebol carioca.

- Nos três últimos anos, as duas equipes estão sempre chegando, sempre decidindo. Criou-se uma rivalidade e essa rivalidade deve ficar só dentro de campo. Essa partida tem tudo para ser um grande espetáculo dentro e fora de campo – analisou.

Juninho e Alessandro vibram com liberação para pegar o Fla

Alexandre Cassiano/Globo

Juninho está confirmado na decisão deste domingo, contra o Flamengo, no Maraca

Até pouco mais de 19h da última sexta-feira, o lateral-direito Alessandro e o zagueiro Juninho estavam fora da decisão da Taça Rio, neste domingo, às 16h, contra o Flamengo, no Maracanã. Porém, o departamento jurídico do Botafogo conseguiu um efeito suspensivo e os dois atletas poderão ser escalados normalmente na partida diante do Rubro-Negro. Empolgados, os dois jogadores comentaram neste sábado como receberam a notícia de que participariam da final.

O caso de Juninho foi o mais curioso. O jogador já havia sido dispensado da concentração e estava em casa, quando recebeu um telefone de um membro da comissão técnica. Animado, uma hora após o contato, o capitão já estava na concentração em General Severiano, Zona Sul do Rio de Janeiro.



- É importante participar de uma decisão. Eu sabia que eles entrariam com o recurso e eu estava esperançoso. Já tinha chegado em casa, quando me ligaram falando da vitória no tribunal. Voltei correndo para a concentração para ficar com o pessoal. Agora é ir confiante para conseguir o resultado positivo – afirmou Juninho.

O lateral-direito Alessandro, por sua vez, recebeu a notícia logo após o treinamento, já que seria um dos últimos a deixar o clube. O jogador teve uma reação parecida com a de Juninho, já que não queria ficar fora da decisão deste domingo.

- Graças a Deus que conseguiram o recurso. Fiquei feliz de estar podendo ajudar e de estar à disposição do Ney. É um jogo importante, diferenciado, e eu não poderia ficar de fora. Tive essa notícia boa logo após o treinamento e fico feliz de estar nessa partida – disse o jogador alvinegro.

Botafogo e Fla: ‘donos do Rio’ duelam, e Alvinegro pode faturar o Estadual

Três anos, seis turnos, duas finais de Carioca. Nas oito ocasiões, algo em comum. Flamengo e Botafogo, juntos ou separados, marcaram presença. A dupla comanda o futebol carioca nos últimos anos e terá um novo round da rivalidade neste domingo, às 16h (de Brasília), no Maracanã. A taça em questão será a Rio, mas se o Alvinegro ganhar leva para casa de lambuja o título estadual.

O GLOBOESPORTE.COM acompanha em Tempo Real, com vídeos. A TV e a Rádio Globo transmitem para o Rio de Janeiro.

Nos últimos anos, o Rubro-Negro saiu-se melhor quando encontrou o rival em momentos decisivos. Foi campeão da Taça Guanabara (2008) e bicampeão carioca (2007 e 2008) nos duelos.

Cuca era o treinador alvinegro. Trocou de lado e tenta fugir do rótulo de vice. A torcida que o apoiava até o ano passado já avisou: “Vice é o Cuca”.

- Não vou enfiar a cabeça na privada se perder o título. Tenho 45 anos de idade e pretendo trabalhar até os 70. Não posso ser rotulado desta forma porque perdi dois títulos – disse o técnico, que apesar de ter sido liberado pelo TJD-RJ não vai ficar no banco de reservas neste domingo.

Vencer e comemorar
Basta uma vitória para o Botafogo acabar com o campeonato. Campeão do primeiro turno, o time de Ney Franco, no entanto, teve uma semana decepcionante. Na quinta-feira, deu adeus à Copa do Brasil dentro do Engenhão ao perder nos pênaltis para o Americano. Os jogadores juram que não estão abalados.

- Nosso objetivo é conquistar logo este título domingo, mas sabemos que o Flamengo tem um time muito forte, com jogadores de altíssima qualidade. Motivação não nos falta. A nossa responsabilidade até aumentou porque fomos eliminados da Copa o Brasil – disse o apoiador Maicosuel, artilheiro do torneio com 12 gols.



O ataque com Victor Simões e Reinaldo tem raízes rubro-negras. Ambos foram revelados na Gávea, mas trocaram de lado e não demonstram apego ao passado.

- Isso acontece com muitos jogadores. Não sou o primeiro que inicia a carreira em um clube e acaba se destacando por outro. Sou jogador do Botafogo e não tenho de ficar pensando no Flamengo. Não guardo rancor por não ter ficado lá – declarou Victor.

Na antevéspera do jogo, o Botafogo teve uma vitória nos tribunais. O lateral Alessandro e o zagueiro Juninho conseguiram efeito suspensivo e estão liberados.

Um time acostumado às finais
Bicampeão estadual, o Flamengo aposta na mistura do “velho” e do “novo” em seu elenco. Grudados no dia-dia, Ibson e Emerson personificam bem esta variável. O primeiro tem 14 anos de clube. Acostumou-se à pressão de jogos decisivos.

- Ainda dá aquele frio na barriga e aquele arrepio. Mas com tantas partidas importantes eu aprendi a controlar a ansiedade – afirmou.

Já o atacante estreou há três jogos. Declarou-se torcedor, emocionou-se, empolgou nos primeiros jogos e ganhou a vaga de Josiel no ataque. O resultado desta mistura será conhecido no início da noite deste domingo. Se conseguir derrubar o rival, o Flamengo garante a final do Carioca, com jogos dias 26 de abril e 3 de maio.

FLAMENGO BOTAFOGO
Bruno; Aírton, Fábio Luciano e Ronaldo Angelim; Léo Moura, Willians, Kleberson, Ibson e Juan; Zé Roberto e Emerson. Renan, Emerson, Juninho e Leandro Guerreiro, Alessandro, Fahel, Léo Silva (Welington), Maicosuel e Thiaguinho; Reinaldo e Victor Simões
Técnico: Cuca. Técnico: Ney Franco.
Estádio: Maracanã. Data: 19/04/2009. Horário: 16h. Árbitro: Luiz Antônio Silva dos Santos Auxiliares: Ediney Guerreiro e José Luiz Roxo
Transmissão: A TV Globo transmite. O Premiere, pelo sistema pay-per-view, mostra para todo o país.
Tempo Real: O GLOBOESPORTE.COM acompanha a partir de 16h (de Brasília).

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Maicosuel não vai abolir a paradinha nas cobranças de pênalti

Enganam-se aqueles que pensam que Maicosuel aboliu a paradinha nos pênaltis por ter desperdiçado a cobrança contra o Americano que eliminou o Botafogo da Copa do Brasil (assista ao vídeo). O apoiador reforçou que, se for necessário, vai utilizar novamente o recurso na decisão da Taça Rio, domingo, contra o Flamengo. O camisa 10 afirmou não estar abalado por causa da derrota de quinta-feira, no Engenhão.

- Se contra o Flamengo eu tiver de bater outro pênalti, vou bater. Mas não posso dizer se farei a paradinha para não alertá-los. Assumo a responsabilidade pelo que aconteceu, mas não vou me crucificar. Só erra quem está lá para bater. Não fui fazer gracinha, fui infeliz na cobrança.

Ney Franco, segundo o apoiador, o eximiu de qualquer culpa. E Maicosuel lembrou que, além de o treinador tê-lo incentivado após a partida, a torcida também demonstrou carinho ao gritar o seu nome e aplaudi-lo logo depois da eliminação.

- Ney Franco é um pai para mim e ele está certo porque sabe que não perdi o pênalti por displicência. Foi uma fatalidade e fico chateado, mas a torcida me ajudou muito a deixar a tristeza de lado quando gritou o meu nome. Isso é sinal de que tenho feito um bom trabalho no Botafogo.

Efeito suspensivo libera Juninho e Alessandro para final de domingo

Cezar Loureiro/O Globo Cezar Loureiro/O Globo

Juninho (centro) joga a final no domingo

O Botafogo ganhou uma boa notícia antes da partida contra o Flamengo. Inicialmente punidos pelo Tribunal de Justiça Desportiva, Juninho e Alessandro estão liberados para atuar na decisão, após o departamento jurídico alvinegro sair vencedor do recurso.


A decisão, que partiu do presidente do TJD, Antônio Vanderler, está condicionada a um novo julgamento de Juninho e Alessandro na próxima quarta-feira. Portanto, se o Botafogo não conquistar o título do Campeonato Carioca neste domingo, o caso será reavaliado antes da primeira partida da final, dia 26.

Alessandro soube da notícia quando ainda estava em General Severiano. Confiante, o lateral-direito preferiu esperar no clube o resultado do julgamento do recurso.

- Estava otimista. Tanto que preferi não voltar para casa depois do treino, pois tinha esperança de poder jogar e, assim, permanecer na concentração com o elenco nesta sexta-feira. Fiquei muito feliz, todos companheiros vieram ao meu quarto dar os parabéns. Havia passado a última noite em claro, inconformado por não poder atuar numa decisão tão importante - afirmou Alessandro, que se recupera de uma pancada no tornozelo esquerdo.

Juninho e Alessandro foram denunciados no artigo 255 (Praticar ato de hostilidade contra adversário ou companheiro de equipe) do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, pelos incidentes ocorridos no clássico contra o Fluminense, pelo returno do Campeonato Carioca. As duas punições tiveram origem no mesmo lance. No fim da partida, o lateral e o capitão alvinegro tentaram roubar a bola do volante Fabinho e, de acordo com a súmula, o primeiro acertou um pontapé no adversário, o que levou à expulsão. Juninho não foi punido pelo árbitro, mas a procuradoria do TJD requisitou o vídeo do lance e denunciou o atleta por jogada violenta.

Experiente aos 19 anos, Renan se diz confiante para mais uma decisão

Gustavo Rotstein/Globo Esporte Gustavo Rotstein/Globo Esporte

Renan diz que experiências vividas em pouco tempo de carreira dão confiança para encarar final

São 54 jogos pelo Botafogo, sendo que 50 como titular. A estatística seria significativa para qualquer goleiro, mas torna-se ainda mais relevante quando se trata de um jogador de 19 anos, que disputa apenas sua segunda temporada como profissional. Às vésperas de sua segunda decisão de Campeonato Carioca como titular, Renan pode dizer que, portanto, é experiente.

Quase um ano se passou desde que Renan teve sua primeira prova de fogo. Ainda com 18 anos, teve missão de substituir Castillo, machucado, nas finais do Campeonato Carioca de 2008, contra o Flamengo. Agora, o goleiro desfruta da condição de titular e se mostra mais do que preparado para enfrentar o mesmo adversário em mais uma decisão, que acontece neste domingo.

- Tive uma oportunidade que poucos conseguem, ainda mais para um goleiro. Aos 18 anos, disputei a primeira final como profissional. Aos 19, será a primeira depois que me firmei como titular. Neste período, adquiri uma experiência que vale por muitos anos. Quero pegar com tudo e não largar essa chance. É mais um momento para evoluir - disse Renan.

Ele recorda que, mesmo antes da final do Carioca de 2008, já viveu dias de tranquilidade, mesmo que combinada à ansiedade de um estreante. Portanto, ele acredita que os dias que antecedem à final da Taça Rio, que pode dar o título estadual ao Botafogo, serão de muita calma, principalmente por tudo o que viveu neste ano de afirmação no gol do Botafogo.

Até mesmo no discurso, Renan mostra que o alto nível da pressão sofrida por vestir a camisa 1 do Alvinegro deram a um garoto de 19 anos a cabeça de um veterano que sabe lidar com os sucessos e fracassos a que estão sujeitos os goleiros, em especial.

- Na decisão do ano passado já me sentia pronto, confiante. E acredito que fiz boas partidas. Lógico que bate a ansiedade, principalmente nos minutos antes de entrar em campo. Mas agora estou acostumado e mais experiente, depois de um ano atuando com regularidade - avaliou.

Sob o ‘olhar’ da Taça Rio, rubro-negros e botafoguenses almoçam em clima de paz

Malu Toledo/GLOBOESPORTE.COM Malu Toledo/GLOBOESPORTE.COM

Flamenguistas e botafoguenses almoçaram com a imagem da taça ao fundo

A dois dias do confronto deste domingo, pela final da Taça Rio, Flamengo e Botafogo celebraram a paz em um almoço que contou com a presença dos técnicos, capitães e da diretoria de futebol dos dois clubes. Quem também marcou presença foi o objeto de desejo de todos os presentes: o troféu do segundo turno do Carioca.

O pensamento dos rubro-negros e botafoguenses era um só: dar o exemplo de harmonia para que este seja seguido pelos torcedores e que não aconteçam casos de violência no Maracanã.

- Que a guerra seja no grito da torcida. Um vai ganhar o outro vai perder, mas a vida continua – afirmou Cuca.

Confira uma bela galeria de fotos do encontro no Rio

O vice-presidente de futebol rubro-negro, Kleber Leite, lembrou que a rivalidade não pode sair das quatro linhas.

- Na Europa, é muito comum os dirigentes de times rivais se reunirem. Tudo deve se restringir às quatro linhas. É possível torcer, se esgoelar pelo seu time, sem violência.

O cobiçado troféu do segundo turno do Carioca chega para o almoço

Ele reencontrou o amigo Ney Franco, campeão Carioca pelo Flamengo em 2007. Antes do almoço, o papo do técnico alvinegro com o adversário Cuca não era sobre futebol, mas sobre um pequeno incidente envolvendo o treinador rubro-negro. Ao abrir a porta do carro, Cuca bateu no retrovisor de um vascaíno que passava na rua Maria Angélica, no Jardim Botânico.

- Espero que isso possa servir para o torcedor, para se respeitarem na arquibancada, que a gente não ouça nenhuma notícia de briga e morte. A gente dá a demonstração que pode ter uma harmonia. A gente riu um pouquinho sem ter que tirar dinheiro do bolso – afirmou o treinador.

Fábio Luciano e Leandro Guerreiro também disseram, em clima de brincadeira, que não iam pagar a conta.

- A gente vai comer bem para ter energia para o domingo. Mas é importante mostrar para o torcedor que a rivalidade vai sempre existir, mas existe respeito – disse o capitão rubro-negro.

Malu Toledo/GLOBOESPORTE.COM

Restaurante foi especialmente decorado para receber os representantes das equipes